Uma noite com Ana Carolina entre lágrimas, sucessos, gritos e paixões...

  • 25/01/2026
(Foto: Reprodução)
Ana Carolina em vários momentos da apresentação do show '25 Anas' na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro, na noite de ontem, 24 de janeiro Fotos de Rodrigo Goffredo / Montagem g1 ♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR ♬ Revi ontem o show em que Ana Carolina festeja 25 anos de carreira fonográfica. A rigor, esses 25 anos já são 27, pois foi em 1999 que a artista mineira irrompeu como vulcão em fúria na música brasileira. Contudo, a exatidão da matemática é mero insignificante detalhe para o séquito apaixonado de admiradoras da cantora. O que conta é a inabalável paixão do publico da artista. Tanto que Ana Carolina nem precisa mais de um hit massivo para lotar shows. E os shows estão sempre lotados, como percebi mais uma vez, sentado numa das cadeiras da primeira fila da casa Vivo Rio, na noite de sábado, 24 de janeiro. Sem a tensão de ter que anotar tudo para escrever uma resenha detalhada, porque já tinha feito a crítica do show ao assistir à estreia nacional da turnê “25 Anas” em 12 de julho de 2025, na mesma cidade do Rio de Janeiro (RJ), vivi uma noite marcada por lágrimas, hits, gritos e paixões. As lágrimas espocaram nos olhos da cantora após a ovação ao fim de “Quem de nós dois” (2001), o sucesso blockbuster do segundo álbum de Ana Carolina. “Quem de nós dois” é a música que, há 25 anos (aí, sim, 25...), deu o visto definitivo para a cantora se apresentar em grandes casas de shows. Sim, Ana Carolina chorou. Talvez porque, ciente de ser cantora de importância minimizada pelos críticos (muito por conta dos caminhos fonográficos escolhidos por Ana a partir de 2005, verdade seja dita...), ela tenha percebido ali que ainda conta com algo que nenhum crítico pode dar a nenhum artista: o aval e a paixão do público. Sim, paixão. Se o canto de Ana arde na fogueira das paixões, a estima do público pela artista resulta passional na mesma proporção. No show de ontem, assim como em todas as apresentações de Ana Carolina, gritos foram recorrentes no palco e na plateia. “Gostosa!!”, bradava volta e meia uma voz anônima, de uma das mesas do lotado Vivo Rio. Revendo o show, percebi que, ao roteiro original, Ana adicionou os hits “Quem de nós dois” e “É isso aí” (2005), ambos com efeito catártico. Da minha parte, quando Ana Carolina cantou “Nua” (2003) – primeira e única parceria com Vitor Ramil – e “Encostar na tua” (2003), percebi que “Estampado” (2003) é meu álbum preferido de Ana, embora reconheça a força do primeiro álbum da artista, “Ana Carolina”, lançado em 1999 com o hit “Garganta”. E também com uma pureza e uma chama que, por vezes, se diluíram na longa estrada. O mercado é cruel quando se joga o jogo da indústria fonográfica para tentar se manter em evidência com um sucesso atrás do outro. E por falar em hits, não posso deixar de ressaltar a generosidade da compositora por ter dado “Sinais de fogo” (2003) para Preta Gil (1974 – 2025) e o samba “Cabide” (2005) para Mart'nália, pois ambas as músicas estão entre as melhores composições desses 27 anos de carreira fonográfica de Ana Carolina. Poucos intérpretes têm essa generosidade autoral. Hits à parte, reiterei ontem a beleza e a emoção real de “Mãe” (2025), música mais bonita do álbum mais recente de Ana Carolina, “Ainda já”. Álbum que, a propósito, ainda está pela metade. O primeiro EP saiu em julho do ano passado. Mas cadê o segundo?!? Desta segunda metade, Ana tem mantido no roteiro do show “25 Anas” as músicas “Lésbica monossilábica” e “Canção de trás pra frente”. Outras inéditas, presentes no roteiro da estreia, foram sendo limadas do show ao longo da turnê para dar lugar aos sucessos que o público de Ana quer ouvir. E, sim, justiça seja feita, as inclusões dos hits fizeram bem ao show. A apresentação de ontem fluiu bem melhor do que a estreia em julho. Ao menos, a velha chama – que pareceu ter ido por água abaixo no show “Fogueira em alto mar” (2019), o pior momento da trajetória da artista – estava novamente acesa. Essa chama, no fim das contas, é o que alimenta não somente um show, mais uma carreira. Ana Carolina é isso aí: uma cantora passional, orgulhosa do cancioneiro autoral amealhado desde o primeiro álbum. Há quem goste dela. Eu já gostei muito até o álbum “Estampado”. Depois, somente uma ou outra canção me mobilizou, caso da balada “Ruas de outono” (2006). Mas nunca a perdi de vista como crítico musical. Nenhum disco ou show da artista deixou de ser resenhado porque reconheço a importância da artista. No fundo, acho que ainda alimento a esperança de que, um dia, Ana apresente outro álbum como “Estampado”. Mas não vou viver como alguém que somente espera um novo amor, digo, um disco que me encante... E, por isso, deixei Ana Carolina me levar ontem para a casa Vivo Rio para uma noite de lágrimas, hits, gritos e paixões. Ana Carolina canta músicas ainda sem registro fonográfico oficial, como 'Canção de trás pra frente' e 'Lésbica monossilábica', no show '25 Anas' Rodrigo Goffredo

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/01/25/uma-noite-com-ana-carolina-entre-lagrimas-sucessos-gritos-e-paixoes.ghtml


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