Single triplo ao vivo captura Gal Costa em anos de discos menores em que a 'voz tamanha' nunca se apequenou

  • 17/04/2026
(Foto: Reprodução)
Gal Costa (1945 - 2022) em momento de sintonia com o violonista Luiz Meira Acervo pessoal Luiz Meira / Divulgação ♫ CRÍTICA DE SINGLE Título: Eu vim da Bahia / Azul / Força estranha Artista: Gal Costa (feat. Luiz Meira) Cotação: ★ ★ ★ ★ ♬ Os anos 2000 foram desafiadores para Gal Costa (26 de setembro de 1945 – 9 de novembro de 2022). A década foi atravessada pela cantora com álbuns de menor ambição artística – editados por gravadoras nacionais de pequeno porte como a MZA Music, a Indie Records e a Trama – e com shows de menor repercussão. Gal somente recuperaria a plena forma artística a partir de 2011 com o álbum “Recanto”, idealizado por Caetano Veloso justamente para repor a artista no devido lugar de uma das maiores cantoras do Brasil de todos os tempos. Nem por isso o cristal de Gal deixou de brilhar fora do holofotes e do hype. Shows de voz e violão, feitos pela cantora com o violonista Luiz Meira, mostravam que ela, a voz, ainda estava lá, luminosa, sagaz, singular. A parceria com Meira foi de 1997 a 2016. Álbum póstumo previsto para ser lançado no fim de maio, em edição viabilizada através de parceria das gravadoras Biscoito Fino e MZA Music, “Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves” flagra a cantora nesse período que gerou discos e shows de menor importância na música brasileira e na história da própria Gal Costa. O álbum registra show apresentado por Gal com Luiz Meira em 22 de maio de 2003, no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), cidade natal da artista, dentro de projeto intitulado “Vozes do Brasil”. O roteiro harmonizou sucessos de Gal com músicas do então último álbum da cantora, “Gal bossa tropical” (2002), disco irregular feito pela artista na gravadora MZA Music, criada e dirigida por Marco Mazzola, produtor musical do álbum de 2002 e do álbum póstumo de 2026. De “Gal bossa tropical”, a cantora incluiu no show canções como “Onde Deus possa me ouvir” (2002) e “Quando eu fecho os olhos” (2002), músicas então inéditas dadas a Gal pelos compositores Vander Lee (1966 – 2016) e Chico César, respectivamente, além de “Socorro” (Arnaldo Antunes e Alice Ruiz, 1994), música lançada na voz de Cássia Eller (1962 – 2001), mas popularizada na gravação de Gal, um dos poucos reais acertos do álbum “Gal bossa tropical”. Aperitivo do álbum “Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves”, o single triplo “Eu vim da Bahia” / “Azul” / “Força estranha” reitera que Gal nunca dependeu do hype dos críticos para brilhar em qualquer tempo ou lugar. Samba de Gilberto Gil gravado por Gal no primeiro single da cantora, em 1965, “Eu vim da Bahia” é o destaque do single pela divisão manemolente do canto de Gal, infinitamente mais extrovertido do que a voz da cantora ainda tímida de 1965. Gal surfa no ritmo do samba. Se em 1965 Gal ainda pareceu no casulo, em 2003 ela voava livremente –em fina sintonia com o violão de Luiz Meira – pelos tons sinuosos de “Azul” (1982), canção de Djavan que a cantora apresentara ao Brasil no álbum “Minha voz” (1982). Disponível a partir de hoje, 17 de abril, esse single triplo mostra que os álbuns e shows de Gal Costa podem até terem sido eventualmente menores naqueles anos 2000, mas a voz tamanha ouvida e citada em “Força estranha” nunca se apequenou... Capa do single 'Eu vim da Bahia / Azul / Força estranha', de Gal Costa feat. Luiz Meira Divulgação

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/04/17/single-triplo-ao-vivo-captura-gal-costa-em-anos-de-discos-menores-em-que-a-voz-tamanha-nunca-se-apequenou.ghtml


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