Os 80 anos de Almir Guineto, bamba do samba carioca morto em 2017, geram show no Rio com o repertório do artista

  • 05/01/2026
(Foto: Reprodução)
Almir Guineto (1946 – 2017) tem o repertório cantado pelo filho Almirzinho no show 'Almir canta Guineto', programado para quinta-feira, 8 de janeiro, no Teatro Rival Petrobras Divulgação ♫ MEMÓRIA ♬ Quando se trata de louvar os bambas do samba carioca projetados a partir do fim dos anos 1970, os elogios normalmente são dirigidos a Arlindo Cruz (1958 – 2025), Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. Almir de Souza Serra (12 de julho de 1946 – 5 de maio de 2017) – o partideiro de alta estirpe imortalizado com o nome artístico de Almir Guineto – costuma ser menos lembrado. Cria do Morro do Salgueiro, comunidade enraizada no bairro da Tijuca, Guineto foi filho do violonista Iracy Serra e da compositora Nair de Souza Serra, a Dona Fia, falecida em 2010, aos 90 anos. Guineto honrou a dinastia ao se tornar um cantor e compositor respeitado nas rodas do Brasil. Ele está entre os nomes da música brasileira que nasceram em 1946 e que, portanto, farão ou fariam 80 anos em 2026. No caso de Guineto, as comemorações começam em família. Filho do cantor, compositor e músico, Almirzinho dá voz ao repertório do pai no show “Almir canta Guineto”, programado para quinta-feira, 8 de janeiro, no Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do bamba falecido aos 70 anos, em 2017, há nove anos. No roteiro do show, que terá participações de Marcelinho Moreira, Pedro Mussum e Toninho Geraes, Almirzinho mistura sucessos autorais de Guineto com sambas projetados por ele como intérprete, casos de “Caxambu” (Élcio do Pagode, Jorge Neguinho, Zé Lobo e Bidubi, 1986), “Conselho” (Adilson Bispo e Zé Roberto, 1986), “Insensato destino” (Maurício Lins, Chiquinho e Acyr Marques, 1985), “Jiboia” (Bombril e Vilani Silva, 1985) e “Mel na boca” (Davi Correia, 1986). Esses cinco sambas foram lançados nos dois álbuns, “Sorriso novo” (1985) e “Almir Guineto” (1986), que consolidaram trajetória iniciada pelo bamba nos anos 1970, década em que o artista integrou como cavaquinhista o grupo Os Originais do Samba, que tinha um irmão de Guineto, Francisco de Souza, como um dos fundadores. Foi nessa época em que fazia parte dos Originais do Samba que Guineto inventou – com o auxílio de Mussum (1941 – 1994) – nada menos do que o banjo, instrumento essencial na receita de samba que seria ensinada anos depois por outro grupo referencial, Fundo de Quintal, do qual Guineto foi um dos fundadores em 1980. Guineto, contudo, não criou raiz no Fundo de Quintal, saindo logo do grupo para pavimentar carreira solo iniciada em 1981 com a gravação do primeiro álbum, “O suburbano”, lançado no embalo da projeção obtida pelo artista com a defesa do samba “Mordomia” (Ary do Cavaco e Gracinha) no festival MPB-Shell 81, exibido pela TV Globo. Neste primeiro álbum, Guineto emplacou o samba “Saco cheio” (Dona Fia e Marcos Antônio, 1981), regravado em 2014 pela cantora Maria Rita. O auge da carreira aconteceu entre 1985 e 1987, anos de ascensão e apogeu da geração de bambas que incluiu Guineto, Zeca Pagodinho e Jovelina Pérola Negra (1944 – 1998), ícones do pagode carioca. A partir da década de 1990, com a ascensão de grupos de pagode como Raça Negra e Só pra Contrariar, a geração do Fundo de Quintal e do Cacique de Ramos ficou em segundo plano e perdeu a hegemonia nas paradas do samba. Parceiro de Guineto no sucesso “Lama nas ruas”, lançado por Guineto no antológico álbum de 1986, Zeca Pagodinho ainda se reergueu a partir de 1995, sob a batuta do produtor Rildo Hora, mas Guineto nunca mais obteve o mesmo sucesso da década de 1980. Até porque a voz rouca, de dicção muitas vezes incompreensível, foi sendo corroída por excesso de álcool e drogas. Guineto ainda lançou álbuns com regularidade ao longo dos anos 1990, mas a discografia do artista resultou espaçada a partir dos anos 2000. O último álbum, “Cartão de visita”, foi lançado em 2012, confirmando o pulso da veia do bamba que se torna postumamente octogenário neste nascente ano de 2026. Como compositor, parceiro de nomes como Adalto Magalha e Luverci Ernesto, Guineto deixou o nome nos créditos de sambas como “Coisinha do pai” (1979), “Corda no pescoço” (1986), “Da melhor qualidade” (1985), “Edital” (1982), “Lama nas ruas” (1986), “Não quero saber mais dela” (1984), “Pedi ao céu” (1979) e “Só pra contrariar” (1986). São pérolas do pagode que certamente também estarão no show de Almirzinho em tributo ao pai, sambista da melhor qualidade.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/01/05/os-80-anos-de-almir-guineto-bamba-do-samba-carioca-morto-em-2017-geram-show-no-rio-com-o-repertorio-do-artista.ghtml


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