'Na minha vida, ele foi fundamental': artistas repercutem a morte de Manoel Carlos

  • 10/01/2026
(Foto: Reprodução)
Manoel Carlos durante entrevista no Rio de Janeiro em outubro de 2016 Estevam Avellar/Globo Autor de grandes novelas da TV brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada. Além de autor, foi também produtor, escritor, diretor e ex-ator. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista de novelas Maria Carolina. Veja abaixo a repercussão da morte do autor. Regina Duarte Uma das Helenas de Manoel Carlos, Regina Duarte fez homenagem ao autor em seu Instagram. Maneco foi o pai das Helenas, das antagonistas perfeitas e filhas marcantes. Registrou em nós, amantes da teledramaturgia, um amor inexplicável pela realidade de tantas histórias. As Helenas são espetaculares e chamar a atenção da censura com uma simples frase - “Dói, mas só até sangrar” - mostra que a genialidade do Maneco atravessava fronteiras. Ousado, irreverente, poeta, cronista, o deus da palavra que salta na língua, o homem que nos apresentou a maravilha do bairro Leblon. O grande Manoel Carlos. Vamos sentir sua falta e amar pra sempre o teu legado. Lilia Cabral 'A história que ele contou vai ficar para sempre', diz atriz Lilia Cabral sobre Manoel Carlos Em entrevista à GloboNews, a atriz Lilia Cabral lamentou a morte de Maneco. Em Páginas da Vida, a atriz deu vida a Marta, uma das mais icônicas vilãs da TV brasileira. "Acho que, para a minha vida, ele foi fundamental, porque as pessoas deixaram de me enxergar apenas como uma atriz divertida, colorida, e ele me enxergou como uma atriz densa, com a possibilidade de dar tristeza e profundidade a muitos personagens que fiz nas novelas dele", disse. "Eu queria estar do lado dele agora, mas acho que não vai ser possível. Queria ter agradecido a ele. Eu sempre agradeci em todos os meus posts, toda hora que eu falo, todas as novelas que reprisam, eu falo da importância dele na minha vida, mas acho que não foi o bastante." Susana Vieira 'Graças ao Manoel Carlos, me tornei uma atriz melhor', conta Susana Vieira sobre o autor A atriz Susana Vieira falou à GloboNews que aprendeu a ser uma atriz muito melhor ao trabalhar com o autor, lembrando de sua atuação como a vilã Branca Letícia de Barros Motta, de "Por Amor" (1997). "Cada palavra que o Manoel Carlos escreve, ele tá escrevendo para você, pra sua voz, pro seu coração e pra sua inteligência. Ele sabia quais eram os artistas que sabiam falar o texto dele por propriedade", disse Susana. "Tanto que sempre eu fazia os personagens, quando era vilã, era o pensamento dele, do Manoel Carlos. Todo o cinismo de Branca Letícia de Barros Mota, a sua sofisticação, ou tudo que ele achava ridículo da sociedade, era ele que falava. Mas com a minha voz." "Eu aprendi a ser uma atriz muito melhor, eu aprendi a achar que o Manuel Carlos era a pessoa mais importante na minha vida." Ela também destacou a escrita particular do autor. "Era um escritor que gostava muito da língua brasileira, língua portuguesa, porque ele usava muitos adjetivos. Ele não era um homem comum, ele não falava só bonito, ele falava: 'fulano é uma pessoa bela, esplendorosa'. Ele usava uns termos que poucos autores usavam", disse a atriz. Maitê Proença Atores exaltam Manoel Carlos, autor que transformou emoções em personagens A atriz Maitê Proença disse que Manoel Carlos não era apenas um grande contador de histórias. “Ele falava de relacionamentos humanos, da subjetividade, daquilo que acontece dentro e que as pessoas às vezes não sabem expressar. Ele sabia colocar isso na boca do personagem”, afirmou. Segundo ela, as novelas reuniam tudo o que um bom folhetim precisa ter, mas com protagonistas complexas, cheias de defeitos e virtudes. “Ainda assim, eram heroínas, como somos nós.” Taís Araújo Taís Araújo se pronuncia sobre a morte de Manoel Carlos Reprodução/Instagram "Obrigada por ter acreditado em mim e por ter me transformado. E, principalmente, obrigada por fazer o Brasil sonhar e ser mais bonito. Seu legado na teledramaturgia jamais será esquecido por todos nós. ❤️" Helena Ranaldi Helena Ranaldi lamenta morte de Manoel Carlos Reprodução/Instagram "Meu querido autor, obrigada por tudo!!! Agradeço ao privilégio de ter feito tantas personagens escritas por vc e que foram de extrema relevância na minha carreira dentro da televisão. Todas, sem exceção, foram muito prazeirosas e importantes pra mim. Como fui feliz a cada convite seu! Através da sua escrita, me sentia tão próxima de vc e tão honrada por ter em mãos um texto seu, escrito de maneira majestosa. Vc foi brilhante meu querido! Obrigada por tudo!!! Obrigada!!! Obrigada!!! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻" Antonio Fagundes "Um dia triste para a dramaturgia brasileira, que perde o grandioso e querido Manoel Carlos, Maneco, autor de histórias e personagens tão marcantes. Meus sentimentos e afetuoso abraço aos familiares." Dan Stulbach "Soube agora do falecimento do Manoel Carlos, algo que me toca profundamente e me inspirou como espectador de tantas novelas que eu assisti da sua maneira única de retratar a sociedade, seus anseios, suas dores, suas alegrias, suas tristezas, algo profundamente humano. E ele era capaz de fazer isso de uma maneira tão especial, tão única, né, de retratar cada um de nós. Cada um de nós a gente se sentia naquele, naquele universo dele com tudo feito com muita simplicidade, sensibilidade e também mudou minha vida através do personagem que ele escreveu com Marcos, uma parceria, parceria linda que nós tivemos na novela Mulheres Apaixonadas. Acho que isso aconteceu não só comigo, mas com diversos atores e com diversos espectadores, repito, que se viram espelhados nesses personagens todos, nesse universo maravilhoso que ele teve sempre a capacidade única de criar. É um artista único, é de uma trajetória única, vasta, imensa, um enorme artista que a gente perde agora. Minhas condolências e sentimentos a famílias, a família, seus amigos e a todos." Carolina Ferraz Carolina Ferraz se pronuncia sobre a morte de Manoel Carlos Reprodução/Instagram "É com grande pesar que venho prestar minha homenagem a este autor que tantas coisas boas fez na dramaturgia brasileira. Tive o prazer de estar com ele em algumas de suas obras e sempre fui surpreendida com sua generosidade e habilidade incrível de tratar o dia a dia com poesia. Maneco sempre escreveu muito bem para mulheres, suas personagens femininas são inesquecíveis e foram vividas por um grande elenco de atrizes talentosíssimas. Sei do seu afastamento nos últimos anos por razão de saúde e sempre, quero repetir sempre, fui e serei agradecida pela parceria e oportunidades maravilhosas! Trabalhar com vc foi um grande prazer. Um beijo grande e carinhoso, cheio de respeito à toda família." Gabriela Duarte Gabriela Duarte se pronuncia sobre a morte de Manoel Carlos Reprodução/Instagram "ETERNAMENTE. Serei eternamente grata a você, Maneco, por ter me dado a grande chance profissional da minha vida. Se não fosse você, toda a minha história poderia ter sido diferente. Obrigada por tantas histórias lindas, genialmente contadas, inesquecíveis. O Brasil te aplaude de pé. Você está eternizado em nossa cultura e em nossos corações. Meus sentimentos a @jules_almeida e aos familiares." Klara Castanho "Ele, que me ajudou a entender o que era a profissão, e me presenteou com a personagem que me apresentou pro grande público. Descanse em paz, Maneco. Todo meu amor." Alinne Moraes "São tantas histórias, tantos aprendizados e lembranças. Obrigada por tudo! Descanse em paz, Manoel Carlos." Fabiana Karla Fabiana Karla comenta morte de Manoel Carlos Reprodução/Instagram "Hoje a teledramaturgia brasileira perde um dos seus maiores mestres. 🌹 Manoel Carlos, autor de histórias que marcaram gerações e nos ensinaram tanto sobre amor, família e humanidade. Seu olhar profundo sobre as relações humanas e suas icônicas personagens, especialmente as “Helenas”, deixaram um legado eterno na nossa cultura. ✨📺  Tive a honra de estrear nas novelas na sua obra “Mulheres Apaixonadas”, onde vivi a Célia e aprendi tanto com esse universo tão cheio de verdade e coração. 🙏❤️  Obrigada, Manoel Carlos, por cada sorriso, lágrima e momento vivido ao som das suas histórias. Sua arte continua vivendo em cada cena, em cada memória.🕊️✨ Meus sentimentos e o meu abraço carinhoso a todos os familiares! 🙏🏻" Regiane Alves "Manoel Carlos foi fundamental na minha história. Receber a notícia de sua partida me trouxe uma tristeza e nostalgia de uma época boa que não volta mais. Tenho muito orgulho de ser uma atriz que teve a oportunidade de dar vida aos seus textos afiados, sensíveis e que sabiam como poucos retratar a nossa sociedade com humanidade, genialidade e um olhar para o universo feminino que só ele sabia ter. Descanse em paz, mestre. Obrigada por tudo." Claudio Castro, governador do Rio de Janeiro "O Rio de Janeiro perdeu um de seus maiores apaixonados, e o Brasil, um contador de histórias inigualável. Recebo com profunda tristeza a notícia do falecimento de Manoel Carlos, um dos mais importantes nomes da teledramaturgia brasileira. Grande amante do Rio, ele ajudou a projetar nosso estado para o mundo, transformando nossas paisagens e cotidiano em cenários vivos de suas tramas, sempre exaltando a beleza, os costumes e a alma do nosso povo. Me solidarizo com os familiares, amigos e admiradores neste momento de dor. O legado de Maneco permanecerá vivo na cultura brasileira e na história da nossa televisão." Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro "Um dos maiores cronistas do jeito de ser carioca. Meus sentimentos aos amigos e familiares. Viva, Manoel Carlos!" A história Maneco, como era conhecido, começou na Globo em 1972, como diretor-geral do "Fantástico". Antes disso, já havia passado por diversas emissoras brasileiras, atuando como autor, produtor e até ator. A carreira artística começou ainda nos palcos, aos 17 anos. Ao longo dos anos, suas novelas ficaram marcadas pelo Rio de Janeiro como cenário — e também como personagem — e pela abordagem de conflitos no núcleo da família brasileira. Outro traço marcante de sua obra foram as “Helenas”. De Baila Comigo (1981) a Em Família (2014), as personagens retratavam mães cujo amor pelos filhos superava qualquer desafio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Carioca de coração Manoel Carlos nasceu em 1933, em São Paulo. Apesar disso, sempre se considerou carioca de coração. Filho de um comerciante e uma professora, Maneco começou sua trajetória profissional aos 14 anos como auxiliar de escritório, mas já estava conectado às artes desde então, se reunindo diariamente com um grupo de jovens na Biblioteca Municipal de São Paulo para ler e discutir literatura e teatro. Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fabio Sabag, Flávio Rangel e Antunes Filho faziam parte deste grupo, batizado de Adoradores de Minerva. Manoel é pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista de novelas Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras. O autor teve outros três filhos, que faleceram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida (morto em 1988), o diretor Manoel Carlos Júnior (2012) e o o estudante de teatro Pedro Almeida (que morreu aos 22 anos, em 2014). Manoel Carlos durante entrevista no Rio de Janeiro em outubro de 2016 Estevam Avellar/Globo Estreia na carreira artística Apesar de todo seu sucesso como autor, Maneco iniciou sua carreira artística como ator. Aos 17 anos, atuou no "Grande Teatro Tupi", um programa de teleteatro da TV Tupi. No ano seguinte, foi premiado como ator revelação e estreou como produtor e diretor. Em 1952, começou a escrever programas da TV e iniciou uma trajetória por várias emissoras, passando pela fase inaugural da TV Record e pela TV Itacolomi, de Belo Horizonte, além de uma estada no Jornal do Commercio, em Recife. Na TV Tupi, do Rio de Janeiro, adaptou mais de 100 teleteatros. Na década de 1960, Manoel Carlos participou das últimas produções da TV Excelsior. E na TV Rio, entre outros projetos, dividiu a redação do programa “Chico Anysio Show” com Ziraldo e Mário Tupinambá, e dirigiu “O Homem e o Riso”, também com Chico. Na TV Record, fez parte da equipe que escreveu e produziu programas como “Hebe Camargo”, “O Fino da Bossa”, “Bossaudade”, “Esta Noite se Improvisa”, “Alianças para o Sucesso”, “Para Ver a Banda Passar” e “Família Trapo”. Trajetória na TV Maneco estreou na TV Globo como diretor-geral do “Fantástico” em 1972, permanecendo no programa por três anos. Em 1978, fez sua primeira novela para a emissora, a “Maria, Maria”, uma adaptação do romance “Maria Dusá'” de Lindolfo Rocha. No mesmo ano, adaptou o romance “A Sucessora”, de Carolina Nabuco. A novela tinha estrelas como Susana Vieira, Rubens de Falco e Arlete Salles. O autor inspirou em sucessos da radionovela para consolidar seu estilo de escrita em dramaturgia. Em 1980, além de escrever alguns episódios do seriado “Malu Mulher” – protagonizado por Regina Duarte --, foi convidado por Gilberto Braga para dividir a autoria de “Água Viva”. A novela contava com Reginaldo Faria, Raul Cortez, Betty Faria, Tônia Carreiro, Glória Pires, entre outras estrelas. Além de suas históricas novelas, Manoel Carlos também escreveu minisséries como “Presença de Anita” (2001), e 'Maysa – Quando Fala o Coração' (2009). O autor Manoel Carlos Cedoc/TV Globo Helenas, Rio de Janeiro e conflitos familiares Em 1981, escreveu “Baila Comigo”, novela que levou sua primeira Helena ao ar. A personagem era interpretada pela atriz Lílian Lemmertz. As “Helenas” foram peças marcantes dos trabalhos de Maneco. Heroínas nas tramas, as personagens eram mães cujo amor pelos filhos era capaz de superar qualquer desafio. Ao Memória Globo, Maneco explicou que a origem do nome vem de sua paixão pela mitologia grega: Helena é o símbolo da mulher forte, guerreira e capaz de tudo em nome do amor. “Elas são aquelas mães abnegadas e ao mesmo tempo não se esquecem delas mesmas. São vaidosas, são justas e injustas na medida certa, né? Elas são mentirosas, elas escamoteiam a verdade em benefício de um filho, por exemplo. Elas defendem um filho até a injustiça. É muito difícil alguém escapar, uma mulher escapar da sua semelhança com a própria mãe”, contou Manoel ao “Fantástico” em 2014. O autor Manoel Carlos Cedoc/TV Globo Outras marcas do autor em suas novelas são o Rio de Janeiro como cenário e o mergulho em conflitos familiares. “Dizem que eu faço uma dramaturgia realista, naturalista, mas eu não acho nada disso. Procuro apenas fazer uma coisa verossímil. O amor se parece em todas as línguas, todos os países. O ódio, a inveja, o ciúme. E eu retrato só essas coisas, entende? E isso tudo existe em qualquer família. Eu ouço muito conversa em café, em bar, e tudo se parece”, explicou ele em entrevista à Globo News em 2016. Além disso, ele também motivava ações socioeducativas, abordando temas como campanhas para doação de medula, contra o alcoolismo, violência contra a mulher, preconceito e inclusão social. “Situo as minhas novelas no Rio de Janeiro. Faço coisas muito fortes, sob um céu muito azul. As tragédias e os dramas acontecem, mas o dia está lindo. A praia e o espírito carioca dão uma coloração rosa ao contexto cinzento. E o público acaba absorvendo as tramas de uma maneira mais leve”, afirmou o autor em entrevista ao Memória Globo. Em 1991, Maneco levou para a TV a novela “Felicidade”, que começou a esboçar 12 anos antes. A trama foi inspirada em diversos contos de Aníbal Machado e levava a segunda Helena de Maneco, interpretada por Maitê Proença. Em 1995, mais uma Helena aparecia na tela em “História de Amor”. A personagem de Regina Duarte integrava um triângulo amoroso e era apaixonada por Carlos Alberto (José Mayer), um médico casado com sua rival, Paula (Carolina Ferraz). A autor já afirmou que escreveu a novela paras as duas atrizes. Três anos depois, levou a história de uma mãe que abre mão de seu filho em nome de outra filha, na novela “Por amor”. Novamente, Helena foi interpretada por Regina Duarte. Outra história de sacrifício materno que marcou a carreira de Maneco foi em “Laços de Família” (2000). Na trama, Vera Fischer viveu Helena, uma mãe que que descobre que sua filha está com leucemia e que a única forma de salvá-la era gerar um filho do mesmo pai da garota. Porém, ela não ama mais o homem. A novela traz uma das cenas mais marcantes das novelas de Maneco: o momento em que Carolina Dieckmann, intérprete de Camila, raspa o cabelo. O autor afirmou que escreveu a personagem especialmente para a atriz. Com a novela, Maneco venceu vários prêmios como Troféu Imprensa, Troféu Internet e Prêmio Extra de Televisão. Em 'Mulheres Apaixonadas' (2003), Maneco exaltou a força feminina e colocou Christiane Torloni como sua Helena. “Acho que a mulher move o mundo, não só pelo fato dela ser geradora do ser humano, mas porque eu acho a mulher mais forte, mais sofrida, e injustiçada. Tem mais dificuldade na vida e no trabalho e ela faz disso uma fortaleza”, explicou o autor ao falar sobre a novela. Em 2006, trouxe Regina Duarte para sua terceira Helena. Desta vez, uma médica em “Páginas da Vida”. Três anos depois, estreou “Viver a Vida”, com Taís Araújo estrelando a primeira Helena negra de Maneco. A atriz interpretava uma top model internacional que, no auge da carreira, largava a profissão para se casar com Marcos (José Mayer), que tem uma filha que luta para se recuperar de um acidente que a deixou paraplégica. A última Helena de Maneco foi a herdeira de sua primeira musa: o autor convidou Julia Lemmertz, filha de Lilian Lemmertz, para estrelar “Em Família” (2014).

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2026/01/10/artistas-lamentam-morte-de-manoel-carlos-veja-a-repercussao.ghtml


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