Cancioneiro soberano de Tom Jobim foi a trilha sonora preferencial das novelas cariocas de Manoel Carlos desde 1997

  • 11/01/2026
(Foto: Reprodução)
Como compositor e/ou intérprete, Tom Jobim (1927 – 1994) esteve presente nas aberturas das novelas de Manoel Carlos (1933 – 2026) desde 'Por amor', novela de 1997 / 1998 Reprodução / Capa do disco 'Minha alma canta' ♫ MEMÓRIA ♬ Embora nascido em São Paulo (SP), o escritor Manoel Carlos (14 de março de 1933 – 10 de janeiro de 2026) viveu a maior parte dos 92 anos de vida no Rio de Janeiro (RJ) e escolheu essa cidade, berço da bossa nova, para ambientar todas as novelas que criou para a TV globo com tramas originais, sem ter como base algum romance da literatura brasileira. Em sintonia com essa preferência pela geografia carioca, o novelista – falecido ontem em hospital do Rio de Janeiro (RJ) – escolheu o cancioneiro de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) como a trilha sonora preferencial das novelas que escreveu para o horário nobre. Como compositor e/ou como intérprete, Tom Jobim esteve presente nas aberturas de todas as novelas de Manoel Carlos desde “Por amor”, trama exibida entre outubro de 1997 e maio de 1998. Nessa novela, o tema de abertura era a canção “Falando de amor” (Antonio Carlos Jobim, 1979) em gravação então recente dos grupos MPB4 e Quarteto em Cy. Na novela seguinte, “Laços de família” (2000 / 2001), a abertura transcorria ao som da gravação bilíngue de “Corcovado” (Antonio Carlos Jobim, 1960) feita em 1964 por Astrud Gilberto (1940 – 2023), João Gilberto (1931 – 2019) e o saxofonista Stan Getz (1927 – 1991) com a participação de Tom e com parte da letra versão m inglês intitulada “Quiet nights of quiet of stars”. Na próxima novela de Manoel Carlos, “Mulheres apaixonadas” (2003), a abertura era vista ao som da valsa “Pela luz dos olhos teus” (Vinicius de Moraes, 1960) na gravação feita por Tom Jobim com Miúcha (1937 – 2018) para álbum conjunto de 1977. Três anos depois, Jobim voltou como compositor e intérprete do tema de abertura da novela seguinte de Maneco, “Páginas da vida” (2006 / 2007). A música escolhida foi “Wave” (Antonio Carlos Jobim, 1967) em registro instrumental do pianista e maestro. Na trama seguinte do novelista, “Viver a vida” (2009 / 2010), Tom era o intérprete – ao lado de Miúcha e de Chico Buarque – do samba “Sei lá... A vida tem sempre razão” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971) na gravação feita pelo trio para o álbum “Miúcha & Antonio Carlos Jobim” (1977). Por fim, na última novela escrita por Manoel Carlos, “Em família” (2014), Jobim era o compositor da música escolhida para a abertura da trama – “Eu sei que vou te amar” (1959), um dos maiores standards da parceria de Tom com Vinicius de Moraes (1913 – 1980) – e ouvida em gravação da cantora Ana Carolina. Enfim, a obra magistral de Antonio Carlos Jobim está eternamente associada às novelas cariocas de Manoel Carlos, escritor de obras atemporais com o cancioneiro de Tom e como a bossa nova.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/01/11/cancioneiro-soberano-de-tom-jobim-foi-a-trilha-sonora-preferencial-das-novelas-cariocas-de-manoel-carlos-desde-1997.ghtml


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