Após validar a bossa de Luísa Sonza, Roberto Menescal endossa o balanço do samba de Muca no álbum 'Beleza'

  • 20/02/2026
(Foto: Reprodução)
Muca (à esquerda) assina e produz o álbum 'Beleza' com Roberto Menescal Rafael Boccanera / Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Beleza Artistas: Muca & Roberto Menescal Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ Único remanescente da primeira geração de compositores e instrumentistas da Bossa Nova, movimento que dividiu águas na música do Brasil, o violonista e guitarrista Roberto Menescal personifica, aos 88 anos, uma grife a que recorrem todos os que querem surfar naquela onda de modernidade que se ergueu no mar carioca em 1958 e alcançou o mundo. Após validar o mergulho de Luísa Sonza no álbum “Bossa sempre nova” (2026), lançado em janeiro, Menescal endossa o balanço da bossa do samba de Muca, produtor musical, multi-instrumentista e compositor e engenheiro de som. Criado em São Paulo (SP), Muca migrou para Londres em 2009 e, após 16 anos na capital da Inglaterra, iniciou em 2025 uma jornada rumo à herança musical brasileira. Nessa caminhada de volta, Muca se juntou a Roberto Menescal, com quem assina o álbum “Beleza”, previsto para ser lançado em 29 de maio com arte de Cayton Jr. exposta na capa multicolorida. Além de ter orquestrado a produção musical com Muca, compositor, arranjador e guitarrista de todas as 12 músicas, Menescal toca violão nas faixas e eventualmente contribui com vocais, como na gravação do samba “A beleza de ser” (Muca e César Lacerda), faixa que evoca o clima da bossa nova. Quem canta lindamente “A beleza de ser” é Ilessi, uma das 12 solistas convidadas para dar voz às 12 músicas do disco, metade cantada em português e metade apresentada em inglês. Todas as letras escritas em português têm versos de César Lacerda. Com letra que costura versos de sucessos do cancioneiro da bossa nova (como “Meditação” e “Corcovado”), o samba “Versos singelos” é ouvido na voz quente de Mirella Costa. Nas três primeiras faixas, o álbum “Beleza” faz jus ao título, inclusive quando revolve a raiz afro da bossa negra em “Ladeira”, samba cantado por Josyara. Nas nove faixas seguintes, o poder de sedução é ligeiramente menor porque a qualidade do repertório oscila, mas a elegância dos arranjos e do canto das intérpretes permanece intacta ao longo do álbum “Beleza”. Se Joia Luz ilumina “Juréia” em tons brandos, em gravação em que sobressai o toque da guitarra de Muca, Fabiana Cozza cai no pagode com bossa em “Todo samba”, faixa em que Muca toca a percussão mencionada na letra da composição de autoria também creditada a Menescal. Samba cantado por Amanda Maria, “Mulher assim” poderia ter resultado mais azeitado se o mix de sons orgânicos e sintetizados tivesse sido dosado com maior precisão (as programações de Muca dão o tom eletrônico da gravação). Gravado entre estúdios do Reino Unido, Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), o álbum “Beleza” foi idealizado para transcender o universo da bossa nova com toques de folk e soul. Para ouvidos estrangeiros, “Midnight lullaby” (Muca, L.A. Salami e Liana Flores) é faixa que reproduz bem o clima da bossa brasileira no canto em inglês de Liana Flores, com algo do espírito do folk. O mesmo clima de bossa ambienta “Playing on the loose fields” (Muca, L.A. Salami e Anaiis), faixa cantada por Anaiis e prevista para ser lançada em 6 de março como primeiro single do álbum “Beleza”. Já “Every little thing”, faixa cantada por Sarah (parceira de Muca e Joshua O'Connor na música), soa como obra de Sergio Mendes (1941 – 2024) em momento menos inspirado. “Blue rain” (Muca, L.A. Salami e Sofia Grant), música confiada à voz acolhedora de Sofia Grant, é rara faixa em que o violão de Roberto Menescal consegue sobressair, sobretudo no início da gravação. Décima primeira faixa na disposição do repertório, “Dance with you”, música cantada por Alice SK (parceira de Muca na composição), deixa a sensação de que “Beleza” poderia ser álbum mais coeso com três ou quatro faixas a menos. E tudo acaba como começa: em samba, ritmo totalmente dominante no disco, mas geralmente na cadência de sambossa. A derradeira faixa é “Feeling when it comes” (Muca e Alice SK), música ouvida na voz de Hedi Vogel. Diferentemente de Luísa Sonza, que arregimentou Menescal e Toquinho para endossá-la no canto de cancioneiro já consagrado, Muca se une a Roberto Menescal para dar forma a músicas inéditas. “Beleza” tem méritos e, justiça seja feita, o álbum já se justifica pela três primeiras faixas. Capa do álbum 'Beleza', de Muca & Roberto Menescal Arte de Cayton Jr

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/02/20/apos-validar-a-bossa-de-luisa-sonza-roberto-menescal-endossa-o-balanco-do-samba-de-muca-no-album-beleza.ghtml


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